domingo, 17 de janeiro de 2010

ultimo suspiro

Alguem nós devia avisar do fim, precaver-nos. Não é justo. Não é justo não sabermos quando é o fim, nao é justo nao termos a certeza do destino. Alguém nos devia avisar que era a ultima vez, alguem nos devia ensinar a aprender, ensinar-nos a escolher, a tomar sempre a decisao certa sem receios, alguem nos devia ensinar a amar o mar, o sol, um abraço e até a chuva num dia triste. Alguém nos devia ensinar a viver e a dar importancia a coisas pequeninas. E quando esse alguem aparece, alguém nos devia avisar antes do ultimo momento chegar. Devia-nos ser enviada uma mensagem a dizer "aproveita, o ultimo momento é agora" e ai sim seriamos capazes de aproveitar, de vive-lo em câmara lenta, absorvendo tudo, guardando tudo na caixinha das memorias debaixo da cama. Ninguém tem o direito de nos tirar o nosso tapete voador, pelo contrario toda a gente tem o direito de nos avisar que alguém o vai tirar. Será possivel recordar melhor qlqr momento sabendo que sera o ultimo? Se alguem me tivesse tido que o ultimo momento estaria á nossa esoera eu teria agradecido tanto ... Teria guardado cada respiração ofegante, cada toque e cada sensação na palma da minha mão e teria cerrado os punhos com uma força imensa para mais tarde debruçar-me sobre o mar, e olhando para o por do sol soltaria todas as respirações ofegantes, cada toque e cada sensação.

sábado, 26 de dezembro de 2009

a carta que eu queria que me escrevesses

Tenho a certeza que se eu tivesse ficado sempre com ela, se eu a tivesse apoiado sempre e nunca a deixado sozinha estaríamos juntos. Reflicto. Foram muitas, foram demasiadas as vezes que te deixei de dar a mão para acender um cigarro. Foram demais as vezes que te deixei sozinha, desamparada por não compreender as tuas ideias. Continuo. Eu vejo-a. Vejo-a em cada rapariga que eu beijo, vejo-a em cada sorriso que vejo nos outros. Fecho os olhos mas vejo-a, vejo-a e ela já não espera por mim com o mesmo olhar terno e o calor no peito. Sofro. Os braços dela já nao sao os meus. Perdi o que eu tinha de mais valioso. Perdi o meu tesouro. Agora penso, sinto, nao faço nada porque é tarde. Nunca é tarde para amar mas eu sei que ela já nao volta. Ela partiu e levou na bagagem o meu coração. Agora por mais vezes que eu me entregue o meu coração estará sempre com ela. Se calhar o problema foi eu ter-me entregado a outra ainda com ela no coração e na mente. Saio de casa. Apresso-me. Vou vaguear sem destino numa rua sem nome onde está tudo abandonado mas em que se nota a presença passada da felicidade. Essa rua é como eu. Já fui tão feliz com ela. Está a chover. Saiu do meu abrigo e lanço-me para a chuva. A chuva faz me doer o coração. É pela chuva que choro. As gotas da chuva caiem na cara e agora estou livre para chorar. Assim ninguém vê, ninguém me julga, ninguém me rotula como aquele te perdeu 3 vezes. Dizem que á terceira é de vez. Não tenho medo da vida. A chuva dói cada vez mais. Entra-me dentro do peito e provoca-me a dor mais agonizante que senti. Sinto tanto a tua falta, agora é tarde para remediar-me. Se pudesse voltava atrás e nunca te largava a mão. Penso. Penso mais. Penso no valor que agora tenho/tens. Vales mais. As minhas atitudes destruíram-me. Tenho a certeza que te amo, cada dia mais e cada dia há um novo episódio na nossa historia, apesar de a historia viver na minha cabeça cada diz dizes de novo que amas. O final pode ja ter acontecido mas eu nunca vou deixar de construir a nossa historia. Um dia vou-te ver, quando a chuva parar e o sol nascer de novo e vou dizer-te que foste a pessoa que eu mais amei, em toda a minha vida.

sábado, 31 de outubro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

fim


toda a gente me faz perguntas sem perceber o quanto isso me afecta. ninguém sabe como estou. tenho um nó na garganta que me faz pressão no coração e faz com que não entre nem saia ar dos meus pulmões já débeis e fartos em asma. eu quero seguir em frente, esquecer, esquecer tudo, tomar as minhas próprias decisões e sentir de novo algum apoio. quero ter de novo alguém que confie em mim, nas minhas decisões, que me deixe decidir e não me proteja de coisas que me fazem bem. quero esquecer mesmo mesmo mesmo o que aconteceu e cada vez tenho mais vontade de começar de novo. e por mais que tente preencher lacunas com palavras desta vês eu não consigo. e o que eu menos preciso são as bolhas que vocês criam á minha volta. eu preciso de falhar para sentir que estou de novo na corrida. estou tão magoada. eu só quero o teu abraço. só o teu beijo, só o teu abraço é que me faz sentir o amor asério. nao vou pedir que fiques comigo, nao vou pedir nada. quero ver ate onde é que vais por ti proprio, ate quando é que ainda vamos continuar a falar. eu nao tenho duvidas que o que custa mais é o inicio. daqui a pouco tempo ja nem te lembras de mim enquanto que eu, mesmo tendo tudo, me irei lembrar sempre do teu cheiro, do sabor da tua boca e da forma como me abraçavas... quero apagar isso. ja nao és nada para mim. acabou. acho que sou a unica pessoa que ainda te ve daquela maneira, o que eu vejo ja nao existe e nao estou disposta a lutar por alguem assim. tu sabes o que queres e eu ja disse tudo. tu escolhes-te. o nosso amor vai ser sempre o amor. vou comparar os beijos de todas as pessoas com os teus ate ao final da minha vida. vou me lembrar sempre sempre da maneira como sorrias. vou amar-te para sempre mesmo que tu ja nao sejas tu. final de historia

domingo, 13 de setembro de 2009

desabafos


"mais vale não começar, pois ai já só nos resta o fim" li a frase algures e dei lhe algum sentido. em certas partes e momentos do dia não consigo encontrar razão para as atitudes que tomo contigo, muito menos consigo perceber se valeu a pena os dramas e as dificuldades todas. enfim, tenho de admitir que sabe sempre bem ter alguém com quem passar o dia mesmo que nesse mesmo dia tenhamos umas olheiras enormes e uma borbulha capaz de ter o seu próprio centro comercial dentro dela. podia dizer que os meus pais me ensinaram que o amor são instantes mas é mentira uma vez que eles apenas me ensinaram a marcar o dito "verde código verde". cada vez me sinto mais capaz de namorar com o que escreve, com esta mini caixa branca em registo tudo o que quero e depois sinto uma enorme leviandade, consigo sentir me leve, mais capaz de amar depois de desabafar com isto. são coisas da vida. eu cada vez percebo menos porque é que és assim. quero falar contigo, abraçar-te, dizer que te amo e nada. tento dizer-te como foi o meu dia e recebo um grande "e a pergunta?". o mais estranho e complexo da mente humana é termos a capacidade de tratar mal quem mais gostamos e sermos falsamente amorosos para quem não nos é nada. tenho uma enciclopédia cheia de palavras que quero dizer-te mas sinto me cada vez mais envergonhada e ridícula sempre que tento dizer-te-as. cheguei ao fim da corrida. agora vou ficar á espera que sejas tua puxar por mim. na verdae ja nem sei se me importo mesmo se ficas ai parado a dar conversa a pessoas e me ignoras ou se fazes o contrario. o amor que me dás já sabe a pouco, e mesmo que o amor sejam instantes eu nao aguente instantes destes com tao pouco amor.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

deixar

"deixa-me", disse-te isto tantas vezes quantas as que te quis ao meu lado, vezes essas que já não se contam pelos dedos das mãos nem pelos lápis de uma caixa das grandes com cores repetidas. não consigo ter conversas contigo em que eu diga o que sinto sem parecer ridícula, existe sempre qualquer coisa no teu tom de voz que me parece censurar e por isso acabo sempre por falar, leia-se escrever, para ninguém porque assim ninguém me censura, ninguém me chama de parva por ainda estar presa a isto. mas sabes, isto é muito para mim e custa-me que o deixes morrer assim. é o mesmo que ter um filho e desistir depois das dores do parto. alguém diz que quando se ama há sempre tempo, há sempre bateria e rede eu digo que se assim fosse tu hoje não tinhas sono e o teu jogo amanha não era realmente um factor importante que não te levasse a dispensar-me 2 minutos para escrever uma mensagem com um "eu tb." assim curto e meio frio. isso chegar-me-ia para saber que estás do meu lado, comigo, contra todas as expectativas e pareceres. o pior é que eu sei que muitas das vezes te faço o mesmo e me esqueço de um 'eu tb'; a mim isso faz me forte, faz me sentir ainda indiferente ao que tu falas e por consequência fico com a ilusão que nao dependo de ti. ás vezes é difícil ouvir-te e ignorar ou ignorar a indiferença e fingir que me amas sempre, sempre sempre, mesmo que não me dês a mão quando preciso e nao esperes por mim. um dia vai ser assim. vou pedir-te a mão, tu não a vais ceder e depois vais correr bem rápido como se tivesses a bola nos pés e a baliza fosse o teu objectivo. podes correr mas não chutes com força. nunca levas-te com uma bola? ás vezes dói. e hoje apago a noite num cinzeiro. sinto sempre que falhei aos teus olhos, nunca chego. guardo a sensação de fracasso para mim e tento fingir que nao era mais feliz se fosses mais inteligente ou se nao falhasses tanto como ser humano.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

cacos

"quem não tem tectos de vidro atire a 1ª pedra"
Foi exactamente isso que fizeste. Nunca soubeste a tua importância e no momento menos oportuno resolves-te atirar uma pedra. Acertas em cheio no meu coração forte mas, por azar, o sitio que a tua pedra atingiu é o mais fraco e quebrável. nem sequer me mexi, deixei me ser atingida. Fiquei inerte vendo todos aqueles cacos no chão. O acto de virares as costas como se fosses uma rocha sem sentimentos só me deu mais força. Não fiquei parada a chorar por mais vontade que tinha. Apanhei cada pedaço despedaçado do meu coração erguendo a cabeça e sem verter uma lágrima ou esboçar um sorriso. Ainda hoje recolho pedaços míseros onde nem sequer sabia estarem e não preciso de ajuda. A minha ideia não é fingir que não aconteces-te, é dar-te a importância que mereces e usar-te como uma lição. Sei que ainda nao está completo mas tenho tempo, e não tenho pressa.